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Sem receber as férias do mês de julho, funcionários do Instituto Civitas se reúnem e protestaram no Paço

Sem receber salário os funcionários do Instituto Civitas permaneceram acampados no Paço Municipal. Desde o mês passado eles realizaram uma série de protestos cobrando da prefeitura o pagamento dos benefícios. Diante da negativa da administração municipal, eles decidiram acampar na sede da prefeitura na noite desta segunda-feira permanecendo lá até o fechamento desta edição.

Segundo os profissionais, que fazem parte do Programa de Agentes de Apoio à Inclusão Escolar, além dos salários, o atraso se refere ao pagamento das férias de julho, vales refeição e transporte. “Já são 49 dias sem salários. Fomos recebidos pelo secretário de Governo que nos disse que tem até o final do mandato para realizar o pagamento. E até lá ficamos como sem dinheiro?”, questionou um dos agentes.

No acampamento improvisado a situação estava bem difícil. A reportagem esteve no local e constatou a falta de alimentação e poucos cobertores. A Guarda Civil Municipal (GCM) não permitia que ninguém mais entrasse. “Se sair alguém agora não poderá voltar. Isso se configura cárcere privado. O nosso direito de ir e vir está sendo impedido”, destacou Furlaneto.

O atraso no pagamento por parte da prefeitura gera um débito de mais de R$ 7 milhões ao Civitas. A falta de pagamento aos funcionários também se deve a dívida da Secretaria de Educação com fornecedores e prestadores de serviços, que já chega a mais de R$ 453 milhões. O débito se refere aos últimos quatro anos, período em que o ex-secretário e atual vereador Moacir de Souza (PT) estava a frente da pasta, e vem se acumulando em relação ao que já foi executado dos serviços contratados.

Reportagem: Rosana Ibanez

Foto: Ivanildo Porto

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